Aplicativo do SUS para Marcação de Consultas

O desafiador esforço do Ministério da Saúde de desenvolver o e-SUS – projeto de digitalização e modernização dos serviços do Sistema Único de Saúde – compreendia diversas frentes. Entre elas, a de desenvolver uma solução on-line para marcação de consultas na atenção básica. Assim, os usuários do SUS poderiam agendar consultas de maneira mais conveniente, evitando longas filas e tempo de espera nos postos de saúde. A solução on-line, na forma de um aplicativo digital, seria cedida gratuitamente a todos os municípios brasileiros.

Diante do desafio, no final de 2016, o GNova foi procurado para coletar percepções, necessidades e expectativas dos usuários em relação ao agendamento de consultas médicas.

Formou-se uma equipe com integrantes do próprio laboratório, do Ministério da Saúde e do Ministério do Planejamento, para ir a campo e entender como aplicativos de marcação de consulta já funcionavam na prática em municípios que haviam desenvolvido soluções por conta própria. Os municípios envolvidos foram Inhumas–GO, Goiânia–GO, Rio de Janeiro–RJ e Mogi das Cruzes–SP.

A abordagem etnográfica de design, foi aplicada com seis públicos, para se entender a questão sob diferentes pontos de vista: gestores municipais da saúde básica, gerentes dos postos de saúde; responsáveis pelos agendamentos das consultas em cada unidade, médicos e enfermeiros, usuários do sistema único de saúde que utilizavam o aplicativo para marcação de consulta, e usuários que não utilizavam o aplicativo para marcar suas consultas.

A equipe do projeto foi capaz de identificar padrões e insights que ajudaram a entender melhor o contexto e identificar oportunidades para inovar. Com os achados da pesquisa, a equipe do MS deu continuidade ao desenvolvimento do aplicativo, aplicando os insights como requisitos técnicos, bem como recomendações para melhor atender às necessidades dos usuários.

Parceiro (s):
Ministério da Saúde e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão

Período:
novembro de 2016 a fevereiro de 2017


Palavras-chaves:
saúde; aplicativo; consultas: atenção básica: design thinking; pesquisa etnográfica