Promoção da Integridade Pública

Desafio enfrentado pelo projeto: A visão tradicional dos órgãos de controle é de que os servidores se comportam como agentes racionais auto interessados e que atos de não-conformidade denotam conduta dolosa. Dessa forma, os instrumentos de controle correm o risco de desconsiderar aspectos importantes da psicologia humana que podem levar a erros não intencionais (atenção limitada, auto-controle limitado, conformidade social, etc).

Objetivo do projeto: Identificar, de forma exploratória, como podemos aprimorar as práticas de promoção da integridade pública e de combate à corrupção a partir de aplicação de insights comportamentais.

Metodologia: A partir de diversas interações com integrantes do Grupo de Trabalho Ética e Integridade, do Conselho Nacional de Controle Interno, foi realizada a Oficina Insights Comportamentais e Promoção da Integridade Pública, em 24 de setembro. A oficina foi concebida e executada, de forma colaborativa, pela equipe do Gnova, por Daniel Espínola (CGU) e por Thaís Gargantini (Grupo AECOM). O desafio norteador foi "Como podemos aprimorar as práticas de promoção de integridade pública a partir da incorporação de insights comportamentais".

A primeira parte da oficina foi de nivelamento conceitual sobre ciências comportamentais, suas aplicações em programa de integridade e sobre a importâncias da confiança na criação de um ambiente promotor de comportamentos honestos. Em seguida, partindo do problema: “Quais problemas na Administração Pública tornam necessária uma política de integridade?”, empregou-se técnicas de facilitação para mapeamento de insights comportamentais úteis para aprimorar as práticas de promoção da integridade pública.

Participaram da oficina representantes de órgãos de controle das três esferas de governo, além de participantes da CGU, da Casa Civil, da Comissão de Ética da Presidência da República, do TCU, do SERPRO. Também participaram especialistas no tema de ciências comportamentais.

Produto

Mapa de insights comportamentais, relacionados a quatro estratégias: 1) Programas de integridade; 2) Fomento à Governança; 3) Edição e divulgação de Códigos de Ética de cada Instituiçao; 4) Planejamento de Auditorias.

Resultados: O produto da oficina será utilizado pelos membros do CONACI em suas atividades subsequentes de prevenção de corrupção e de promoção da integridade pública.

Sinais de sucesso: Até o início de dezembro, os conteúdos discutidos na Oficina foram apresentados em eventos na CGU, no município de Belo Horizonte, no Distrito Federal e nos estados de Goiás e Ceará, apontando o potencial de disseminação dos conceitos e ferramentas das ciências comportamentais para informar as políticas de prevenção da corrupção e de promoção da integridade pública.

Parceiro (s):
Conselho Nacional de Controle Interno (CONACI)


Período:
setembro a outubro de 2018.