Ciências Comportamentais e Políticas Públicas

As políticas públicas também precisam de um empurrãozinho!

Ao formular e implementar políticas e serviços, os gestores públicos devem ser capazes de colocar os cidadãos no centro de suas preocupações. As ciências comportamentais podem complementar os instrumentos tradicionais - como regulação, informação e incentivos econômicos - ao incluir evidências sobre como as pessoas de fato tomam suas decisões.

Para disseminar essa metodologia no contexto brasileiro, o GNova desenvolveu uma ferramenta intitulada SIMPLES MENTE. Essa ferramenta reúne, em um formato de baralho de cartas, 12 dos elementos comportamentais mais robustos e potentes identificados no campo das ciências comportamentais até o momento. As cartas funcionam como uma lente que direciona o foco de quem as usa para algum dos elementos comportamentais que podem estar envolvidos na compreensão dos problemas enfrentados pelo cidadão e no desenho da solução.

O volume Ciências Comportamentais e Políticas Públicas - O uso do SIMPLES MENTE em projetos de inovação, que integra a Coleção Inovação na Prática mantida pelo GNova, apresenta a teoria e a prática envolvidas no uso da ferramenta. Este e outros recursos de apoio estão disponíveis para download gratuito nesta página. Confira!

 

Conheça os elementos do SIMPLES MENTE

Explore!

Simplificação

Nas palavras de Richard Thaler (2015), se você quer que as pessoas façam algo, torne isso fácil para elas. Você possivelmente se lembra de alguma vez em que encontrou um formulário tão complexo e com tantos campos que deixou seu preenchimento para depois (talvez você nunca o tenha preenchido de fato). Também deve se lembrar de chegar em casa após um dia intenso com a intenção de manter uma alimentação saudável, mas terminar comendo um pacote de salgadinhos ou qualquer outra besteira, porque, afinal, pegar algo pronto no armário era mais fácil que picar legumes. O esforço de preencher o formulário, no primeiro caso, e de cozinhar, no segundo, são exemplos de barreiras que atrapalham a execução de um comportamento. Essas barreiras são comumente referidas nas ciências comportamentais como custos de fricção. Mesmo custos de fricção relativamente insignificantes, como um clique a mais para chegar à página desejada na internet, podem reduzir dramaticamente a execução do comportamento desejado.

Simplificar, portanto, é tornar algo mais fácil. Para isso, faz-se necessário remover barreiras desnecessárias, sejam elas em termos de esforço, tempo ou até mesmo de acesso, como no caso de textos que usam linguagem excessivamente técnica ou rebuscada.

(...)

 

Este é um trecho do livro “Ciências comportamentais e Políticas Públicas”, para acessar o texto completo baixe aqui o livro.

Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
(…)

Incentivos

Incentivos são recompensas obtidas em função de certos tipos de comportamento. Segundo a abordagem da economia tradicional, amparada no modelo do agente racional, uma vez que as pessoas tomam decisões comparando custos e benefícios, elas respondem a incentivos. Livros de introdução à economia geralmente apresentam este como um dos princípios básicos da disciplina: "Pessoas respondem a incentivos".

De fato, incentivos são importantes instrumentos de política pública. Contudo, muitas vezes eles não atingem os efeitos esperados – e podem até gerar efeitos contrários. O sentido de trazer esse princípio básico da economia tradicional aqui é mostrar que podemos empregá-lo de forma mais efetiva se considerarmos evidências oriundas das ciências comportamentais, que apontam limites ou inconsistências do que seria esperado de um agente racional.

Ao considerarmos o uso de incentivos em políticas públicas, convém considerar ao menos três padrões da psicologia humana identificados pelos cientistas comportamentais:

1) Sentimos mais as perdas do que os ganhos equivalentes.

2) Temos uma percepção distorcida dos efeitos de longo prazo de nossas escolhas.

3) Muitas vezes, agimos por motivações intrínsecas.

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Este é um trecho do livro “Ciências comportamentais e Políticas Públicas”, para acessar o texto completo baixe aqui o livro.

Mensageiro

Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.

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Este é um trecho do livro “Ciências comportamentais e Políticas Públicas”, para acessar o texto completo baixe aqui o livro.

Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Priming

De difícil tradução para o português, o priming é uma espécie de estímulo subliminar. Ele opera por meio da ativação inconsciente de uma associação ou representação na memória antes de uma tarefa. Assim, a exposição a um determinado evento ou estímulo (cores, sons, números, palavras) pode afetar de forma não consciente a resposta a eventos subsequentes, criando uma pré-disposição para uma determinada decisão. Um estudo realizado nos anos 1990, por exemplo, colocou vinhos franceses e alemães similares em preço e teor alcoólico em um supermercado. Um alto falante sobre a prateleira tocava, em dias alternados, música estereotipicamente francesa ou alemã. Adivinhe o que aconteceu com as vendas. Isso mesmo! As vendas de vinhos franceses foram maiores nos dias de música francesa, e as de vinhos alemães maiores nos dias de música alemã (North et al., 1999).

Outro experimento muito citado na área é o de uma universidade britânica que usava uma "caixa da honestidade" para coletar o pagamento pelo consumo de bebidas de uma máquina disponível para seus estudantes. Não havia qualquer atendente no local, e as contribuições dependiam da consciência e honestidade dos usuários. O experimento consistiu em introduzir no espaço um banner cujo conteúdo mudava semanalmente. Alternadamente, o banner exibia imagens de flores ou de um par de olhos. O estudo constatou que os participantes contribuíram sistematicamente mais nas semanas em que a imagem do par de olhos era exibida, supostamente sugerindo aos estudantes que eles estavam sendo observados (Bateson et al., 2006).

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Este é um trecho do livro “Ciências comportamentais e Políticas Públicas”, para acessar o texto completo baixe aqui o livro.

Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Lembretes e compromissos

Dada nossa atenção e autocontrole limitados, aliados à tendência à procrastinação, em diversas ocasiões nossos comportamentos não se alinham às nossas intenções. Os lembretes ajudam a chamar a atenção para nossos objetivos, compensando a atenção limitada e a procrastinação. Do ponto de vista dos gestores públicos, os lembretes podem ser uma maneira custo-efetiva de aumentar a eficiência dos serviços públicos. Por exemplo, o não comparecimento a consultas e exames sobrecarrega ainda mais o sistema de saúde, gerando desperdício de recursos. O envio de mensagens eletrônicas lembrando o horário e local de realização de um procedimento agendado e solicitando de forma simplificada a confirmação de presença pelo usuário pode mitigar esse problema, possibilitando a ampliação da capacidade de oferta e a redução de custos.

No entanto, para que essa comunicação seja efetiva, convém atentar para a importância do mensageiro, do canal e do momento de envio (timing) dos lembretes. Como vimos, quem comunica a mensagem pode influenciar a forma como ela será recebida. O canal de comunicação escolhido também afeta a saliência da informação para seu destinatário e, portanto, sua efetividade. Em um mundo em que aplicativos de mensagem instantânea são cada vez mais prevalentes, é possível que o envio de lembretes via SMS seja menos efetivo para alguns grupos. Além disso, não basta que a mensagem e os canais de comunicação sejam corretos – é necessário que ela chegue no momento certo. Não é à toa que aplicativos de entrega de refeições costumam enviar notificações e descontos a seus usuários próximo do horário do almoço ou do jantar. Com o avanço da inteligência artificial e do aprendizado de máquina, a tendência é que esses lembretes se tornem cada vez mais precisos e personalizados.

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Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Emoção

Até recentemente, as ciências sociais consideravam as emoções como um ruído no processo decisório racional. Evidências oriundas da neurociência e da psicologia cognitiva apontam, no entanto, que as emoções são inerentes à tomada de decisões. No contexto das políticas públicas, é preciso considerar que respostas emocionais a palavras, imagens e eventos podem ser rápidas e ocorrer antes da percepção consciente daquilo a que se está reagindo. Tais respostas vêm de mecanismos evolutivos que foram importantes para a sobrevivência, mas, hoje, podem se mostrar inadequadas em diversas situações. Também é preciso atentar para o fato de que estados de humor podem influenciar julgamentos, sobrepondo-se a decisões deliberadas, podendo inclusive ser contrários à lógica ou ao interesse próprio. Por outro lado, o controle executivo pode inibir ou modular o comportamento induzido por um estado emocional. O gerenciamento das emoções é, assim, um componente que não deve ser desconsiderado ao se desenhar ou implementar uma política pública.

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Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Saliência

Dada nossa capacidade limitada de atenção, tendemos a focar no que é novo em nosso campo perceptivo e no que é potencialmente relevante para nosso bem-estar – principalmente, quando se trata de responder a uma ameaça ou quando estamos com a escassez de algum recurso. Em muitas situações, o fator determinante de uma escolha é o que foi trazido à atenção no momento crucial de decisão.

Saber o que destacar e o momento de chamar a atenção pode ter grande impacto sobre os resultados de um programa ou serviço público. Por exemplo, o uso de uma rotulagem nutricional frontal, que apresente de forma simples e visual as informações mais relevantes para a saúde dos consumidores no momento da compra, tem sido adotada por vários países, em substituição à informação nutricional apresentada em tabelas com dados técnicos, pouco visíveis e de difícil compreensão no verso das embalagens.

Convém lembrar, contudo, que, ao passo que algo se torna saliente em nosso campo perceptivo, isso também pode desviar nossa atenção de questões potencialmente relevantes. (…)

 

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Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Modelos Mentais

Modelos mentais são constructos de pensamento pelos quais apreendemos o mundo ao nosso redor. Esses constructos de pensamento são formados por conceitos, categorias, identidades, estereótipos, narrativas causais e visões de mundo, oriundos da nossa cultura, formação e experiências, que influenciam o que percebemos e como interpretamos o que percebemos. Modelos mentais ajudam a explicar por que as pessoas agem da forma que agem. A forma como as pessoas agem, por sua vez, também ajuda a reforçar certos modelos mentais.

Justamente por mediarem nossa relação com o mundo, modelos mentais podem operar de forma não consciente. Por exemplo, forças policiais e o sistema de justiça muitas vezes definem suspeitos de crimes injustamente com base em generalizações relacionadas à raça, um fenômeno conhecido como filtragem racial (racial profiling). (…)

 

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Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Ego

Esse elemento destaca a importância da autopercepção das pessoas. Para evitar danos à autoimagem, as pessoas costumam agir de modo a se sentirem melhor sobre si mesmas – por exemplo, atribuindo o mérito por um sucesso a elas próprias, e a culpa por um fracasso a outras. A tendência é que se comportem de uma forma que sustente a impressão de uma autoimagem positiva e consistente. Por outro lado, fatores externos, como expectativas alheias, também podem influenciar nossa autopercepção e, consequentemente, nosso comportamento, como uma espécie de profecia autorrealizável. Se uma pessoa é constantemente estimulada com expectativas positivas, tende a internalizá-las e a se comportar de modo a satisfazê-las, e o inverso também é verdadeiro.

Dan Ariely nos mostra a relevância de nossa autoimagem para compreender e combater o problema da desonestidade (Ariely, 2012). Por exemplo, um de seus experimentos envolveu colocar em geladeiras de dormitórios estudantis latas de refrigerante e notas de dinheiro vivo de valor equivalente. Em pouco tempo, todas as latas de refrigerante desapareceram, mas o dinheiro permaneceu lá – possivelmente porque recolher o dinheiro faria com que os alunos se sentissem mais ladrões do que se substraíssem simples latas de refrigerante. Segundo Ariely, as pessoas em geral cometem atos desonestos até o nível em que começam a se sentir mal com sua própria autoimagem de pessoas honestas. (…)

 

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Normas Sociais

Normas sociais são as regras não-escritas (ou, às vezes, escritas) sobre a forma como devemos nos comportar. Um dos elementos mais consistentemente tratados pelas ciências comportamentais é que os seres humanos tendem a buscar conformidade em relação ao comportamento de seus grupos. As pessoas apreendem as normas sociais a partir da interação e da observação do comportamento dos outros. Tais normas, por sua vez, podem se desenvolver e se disseminar rapidamente. As intervenções comportamentais que utilizam normas sociais têm se mostrado efetivas para alterar o comportamento dos indivíduos. Frequentemente, elas se baseiam em apresentar de forma simples e direta uma comparação de seu comportamento ao de outras pessoas de seu grupo em uma situação semelhante. Quanto mais os sujeitos se sentirem identificados com os grupos com os quais seu desempenho é comparado, maior a chance de resultados robustos.

Um exemplo clássico de aplicação desse elemento comportamental baseia-se em alterações em faturas de energia realizadas pela empresa americana Opower, especializada em softwares para serviços públicos. A empresa passou a incluir nas faturas geradas um relatório que informa cada residência sobre seu uso mensal de energia e, em seguida, declara o uso médio mensal de propriedades de tamanho semelhante na vizinhança. Um estudo sobre essa iniciativa (Allcott, 2011) registrou uma redução média no consumo de energia em 2%. O pesquisador estimou que esse efeito é equivalente ao de um aumento de curto prazo no preço da eletricidade de 11% a 20%. Embora o efeito gerado pela intervenção tenha declinado ao longo do tempo, ele não desapareceu mesmo dois anos após sua introdução.

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Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Tendência pelo padrão

Considerada com frequência a mais potente das ferramentas comportamentais, a utilização da escolha-padrão (default) consiste em pré-definir a escolha por uma alternativa considerada preferível. Dada a propensão humana pela inércia (viés do status quo), a tendência é que a escolha-padrão seja mantida, mesmo que a opção por alterá-la esteja disponível de forma direta e possa ser escolhida sem dificuldade. O emprego de uma escolha-padrão pode se justificar tanto para ampliar o bem-estar das pessoas envolvidas – ao facilitar a opção pela escolha que elas considerariam a melhor – quanto para ampliar a sua autonomia – ao poupar sua capacidade de deliberação para decisões mais relevantes.

A mudança do padrão de escolha de opt-in (aderir) para opt-out (cancelar) é uma das histórias de sucesso mais evidentes no campo da economia comportamental. Com essa alteração de padrão, o poder de escolha do usuário é preservado, mas a escolha-padrão é aquela considerada mais adequada e, a ele, é facultada a possibilidade de rejeitá-la.

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Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Escassez

Uma área recente de pesquisa em ciências comportamentais refere-se à psicologia da escassez, que pode ser caracterizada como a sensação subjetiva de se ter mais necessidades do que recursos – sejam eles financeiros, de tempo, de atenção ou outros – suficientes para fazer frente a essas necessidades. A psicologia da escassez traz dois elementos contrapostos: o benefício do foco, decorrente da concentração na resolução do problema imediato em tela; e o imposto do tunelamento, que pagamos por desconsiderar alternativas mais promissoras que se colocam para além do foco estreito da resolução do problema. A escassez propicia a tomada de decisões em termos de trade-offs, ampliando a demanda de recursos cognitivos – o que reduz nossa largura de banda mental (bandwidth). Estudos apontam que pessoas submetidas a essa psicologia da escassez apresentam redução tanto da sua capacidade cognitiva (memória, raciocínio lógico, resolução de problemas) quanto do controle executivo (inibição de impulsos, planejamento, iniciar/inibir ações).

Por exemplo, a variação no nível de chuvas é um elemento central na vida das populações rurais mais pobres nos países em desenvolvimento. Pesquisas comportamentais recentes realizadas no nordeste brasileiro (Lichand; Mani, 2020) mostram que essas preocupações com a seca podem prejudicar a capacidade das pessoas de considerar os custos e benefícios de suas ações para o bem-estar a longo prazo. Essa carga cognitiva adicional (o chamado imposto do tunelamento) tem consequências materiais para as famílias, independentemente de a seca ocorrer ou não. Os autores mostraram que o declínio na capacidade cognitiva dos agricultores do grupo tratamento em função do imposto do tunelamento foi equivalente a rebaixar a escolaridade de alguém do nível médio para o nível fundamental. Também sugerem que as preocupações imediatas com a falta de chuvas levam os agricultores a demandar menos crédito para irrigação e menos seguro agrícola, o que os mantém vulneráveis ​​ao risco das variações climáticas.

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Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
(…)

Simplificação

Nas palavras de Richard Thaler (2015), se você quer que as pessoas façam algo, torne isso fácil para elas. Você possivelmente se lembra de alguma vez em que encontrou um formulário tão complexo e com tantos campos que deixou seu preenchimento para depois (talvez você nunca o tenha preenchido de fato). Também deve se lembrar de chegar em casa após um dia intenso com a intenção de manter uma alimentação saudável, mas terminar comendo um pacote de salgadinhos ou qualquer outra besteira, porque, afinal, pegar algo pronto no armário era mais fácil que picar legumes. O esforço de preencher o formulário, no primeiro caso, e de cozinhar, no segundo, são exemplos de barreiras que atrapalham a execução de um comportamento. Essas barreiras são comumente referidas nas ciências comportamentais como custos de fricção. Mesmo custos de fricção relativamente insignificantes, como um clique a mais para chegar à página desejada na internet, podem reduzir dramaticamente a execução do comportamento desejado.

Simplificar, portanto, é tornar algo mais fácil. Para isso, faz-se necessário remover barreiras desnecessárias, sejam elas em termos de esforço, tempo ou até mesmo de acesso, como no caso de textos que usam linguagem excessivamente técnica ou rebuscada.

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Este é um trecho do livro “Ciências comportamentais e Políticas Públicas”, para acessar o texto completo baixe aqui o livro.

Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
(…)

Incentivos

Incentivos são recompensas obtidas em função de certos tipos de comportamento. Segundo a abordagem da economia tradicional, amparada no modelo do agente racional, uma vez que as pessoas tomam decisões comparando custos e benefícios, elas respondem a incentivos. Livros de introdução à economia geralmente apresentam este como um dos princípios básicos da disciplina: "Pessoas respondem a incentivos".

De fato, incentivos são importantes instrumentos de política pública. Contudo, muitas vezes eles não atingem os efeitos esperados – e podem até gerar efeitos contrários. O sentido de trazer esse princípio básico da economia tradicional aqui é mostrar que podemos empregá-lo de forma mais efetiva se considerarmos evidências oriundas das ciências comportamentais, que apontam limites ou inconsistências do que seria esperado de um agente racional.

Ao considerarmos o uso de incentivos em políticas públicas, convém considerar ao menos três padrões da psicologia humana identificados pelos cientistas comportamentais:

1) Sentimos mais as perdas do que os ganhos equivalentes.

2) Temos uma percepção distorcida dos efeitos de longo prazo de nossas escolhas.

3) Muitas vezes, agimos por motivações intrínsecas.

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Este é um trecho do livro “Ciências comportamentais e Políticas Públicas”, para acessar o texto completo baixe aqui o livro.

Mensageiro

Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.

(…)

Este é um trecho do livro “Ciências comportamentais e Políticas Públicas”, para acessar o texto completo baixe aqui o livro.

Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
(…)

Priming

De difícil tradução para o português, o priming é uma espécie de estímulo subliminar. Ele opera por meio da ativação inconsciente de uma associação ou representação na memória antes de uma tarefa. Assim, a exposição a um determinado evento ou estímulo (cores, sons, números, palavras) pode afetar de forma não consciente a resposta a eventos subsequentes, criando uma pré-disposição para uma determinada decisão. Um estudo realizado nos anos 1990, por exemplo, colocou vinhos franceses e alemães similares em preço e teor alcoólico em um supermercado. Um alto falante sobre a prateleira tocava, em dias alternados, música estereotipicamente francesa ou alemã. Adivinhe o que aconteceu com as vendas. Isso mesmo! As vendas de vinhos franceses foram maiores nos dias de música francesa, e as de vinhos alemães maiores nos dias de música alemã (North et al., 1999).

Outro experimento muito citado na área é o de uma universidade britânica que usava uma "caixa da honestidade" para coletar o pagamento pelo consumo de bebidas de uma máquina disponível para seus estudantes. Não havia qualquer atendente no local, e as contribuições dependiam da consciência e honestidade dos usuários. O experimento consistiu em introduzir no espaço um banner cujo conteúdo mudava semanalmente. Alternadamente, o banner exibia imagens de flores ou de um par de olhos. O estudo constatou que os participantes contribuíram sistematicamente mais nas semanas em que a imagem do par de olhos era exibida, supostamente sugerindo aos estudantes que eles estavam sendo observados (Bateson et al., 2006).

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Este é um trecho do livro “Ciências comportamentais e Políticas Públicas”, para acessar o texto completo baixe aqui o livro.

Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
(…)

Lembretes e compromissos

Dada nossa atenção e autocontrole limitados, aliados à tendência à procrastinação, em diversas ocasiões nossos comportamentos não se alinham às nossas intenções. Os lembretes ajudam a chamar a atenção para nossos objetivos, compensando a atenção limitada e a procrastinação. Do ponto de vista dos gestores públicos, os lembretes podem ser uma maneira custo-efetiva de aumentar a eficiência dos serviços públicos. Por exemplo, o não comparecimento a consultas e exames sobrecarrega ainda mais o sistema de saúde, gerando desperdício de recursos. O envio de mensagens eletrônicas lembrando o horário e local de realização de um procedimento agendado e solicitando de forma simplificada a confirmação de presença pelo usuário pode mitigar esse problema, possibilitando a ampliação da capacidade de oferta e a redução de custos.

No entanto, para que essa comunicação seja efetiva, convém atentar para a importância do mensageiro, do canal e do momento de envio (timing) dos lembretes. Como vimos, quem comunica a mensagem pode influenciar a forma como ela será recebida. O canal de comunicação escolhido também afeta a saliência da informação para seu destinatário e, portanto, sua efetividade. Em um mundo em que aplicativos de mensagem instantânea são cada vez mais prevalentes, é possível que o envio de lembretes via SMS seja menos efetivo para alguns grupos. Além disso, não basta que a mensagem e os canais de comunicação sejam corretos – é necessário que ela chegue no momento certo. Não é à toa que aplicativos de entrega de refeições costumam enviar notificações e descontos a seus usuários próximo do horário do almoço ou do jantar. Com o avanço da inteligência artificial e do aprendizado de máquina, a tendência é que esses lembretes se tornem cada vez mais precisos e personalizados.

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Este é um trecho do livro “Ciências comportamentais e Políticas Públicas”, para acessar o texto completo baixe aqui o livro.

Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Emoção

Até recentemente, as ciências sociais consideravam as emoções como um ruído no processo decisório racional. Evidências oriundas da neurociência e da psicologia cognitiva apontam, no entanto, que as emoções são inerentes à tomada de decisões. No contexto das políticas públicas, é preciso considerar que respostas emocionais a palavras, imagens e eventos podem ser rápidas e ocorrer antes da percepção consciente daquilo a que se está reagindo. Tais respostas vêm de mecanismos evolutivos que foram importantes para a sobrevivência, mas, hoje, podem se mostrar inadequadas em diversas situações. Também é preciso atentar para o fato de que estados de humor podem influenciar julgamentos, sobrepondo-se a decisões deliberadas, podendo inclusive ser contrários à lógica ou ao interesse próprio. Por outro lado, o controle executivo pode inibir ou modular o comportamento induzido por um estado emocional. O gerenciamento das emoções é, assim, um componente que não deve ser desconsiderado ao se desenhar ou implementar uma política pública.

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Este é um trecho do livro “Ciências comportamentais e Políticas Públicas”, para acessar o texto completo baixe aqui o livro.

Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Saliência

Dada nossa capacidade limitada de atenção, tendemos a focar no que é novo em nosso campo perceptivo e no que é potencialmente relevante para nosso bem-estar – principalmente, quando se trata de responder a uma ameaça ou quando estamos com a escassez de algum recurso. Em muitas situações, o fator determinante de uma escolha é o que foi trazido à atenção no momento crucial de decisão.

Saber o que destacar e o momento de chamar a atenção pode ter grande impacto sobre os resultados de um programa ou serviço público. Por exemplo, o uso de uma rotulagem nutricional frontal, que apresente de forma simples e visual as informações mais relevantes para a saúde dos consumidores no momento da compra, tem sido adotada por vários países, em substituição à informação nutricional apresentada em tabelas com dados técnicos, pouco visíveis e de difícil compreensão no verso das embalagens.

Convém lembrar, contudo, que, ao passo que algo se torna saliente em nosso campo perceptivo, isso também pode desviar nossa atenção de questões potencialmente relevantes. (…)

 

Este é um trecho do livro “Ciências comportamentais e Políticas Públicas”, para acessar o texto completo baixe aqui o livro.

Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Modelos Mentais

Modelos mentais são constructos de pensamento pelos quais apreendemos o mundo ao nosso redor. Esses constructos de pensamento são formados por conceitos, categorias, identidades, estereótipos, narrativas causais e visões de mundo, oriundos da nossa cultura, formação e experiências, que influenciam o que percebemos e como interpretamos o que percebemos. Modelos mentais ajudam a explicar por que as pessoas agem da forma que agem. A forma como as pessoas agem, por sua vez, também ajuda a reforçar certos modelos mentais.

Justamente por mediarem nossa relação com o mundo, modelos mentais podem operar de forma não consciente. Por exemplo, forças policiais e o sistema de justiça muitas vezes definem suspeitos de crimes injustamente com base em generalizações relacionadas à raça, um fenômeno conhecido como filtragem racial (racial profiling). (…)

 

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Este elemento visa a ressaltar que o processo de comunicação de uma política, programa ou serviço não se restringe ao conteúdo formal a ser transmitido. Diversas experiências internacionais registraram que a pessoa que comunica a mensagem tem uma forte influência sobre como esta será recebida pelos seus destinatários. Às vezes, podemos até mesmo ignorar o conteúdo da mensagem caso não gostemos ou não confiemos no seu mensageiro. Em contextos em que a população nutre desconfiança pelo governo, por exemplo, a melhor alternativa pode ser minimizar seu envolvimento e usar terceiros para transmitir a mensagem. Assim, considerar de forma sistemática qual o melhor mensageiro para a comunicação de uma estratégia é de grande relevância para o seu sucesso.
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Ego

Esse elemento destaca a importância da autopercepção das pessoas. Para evitar danos à autoimagem, as pessoas costumam agir de modo a se sentirem melhor sobre si mesmas – por exemplo, atribuindo o mérito por um sucesso a elas próprias, e a culpa por um fracasso a outras. A tendência é que se comportem de uma forma que sustente a impressão de uma autoimagem positiva e consistente. Por outro lado, fatores externos, como expectativas alheias, também podem influenciar nossa autopercepção e, consequentemente, nosso comportamento, como uma espécie de profecia autorrealizável. Se uma pessoa é constantemente estimulada com expectativas positivas, tende a internalizá-las e a se comportar de modo a satisfazê-las, e o inverso também é verdadeiro.

Dan Ariely nos mostra a relevância de nossa autoimagem para compreender e combater o problema da desonestidade (Ariely, 2012). Por exemplo, um de seus experimentos envolveu colocar em geladeiras de dormitórios estudantis latas de refrigerante e notas de dinheiro vivo de valor equivalente. Em pouco tempo, todas as latas de refrigerante desapareceram, mas o dinheiro permaneceu lá – possivelmente porque recolher o dinheiro faria com que os alunos se sentissem mais ladrões do que se substraíssem simples latas de refrigerante. Segundo Ariely, as pessoas em geral cometem atos desonestos até o nível em que começam a se sentir mal com sua própria autoimagem de pessoas honestas. (…)

 

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Normas Sociais

Normas sociais são as regras não-escritas (ou, às vezes, escritas) sobre a forma como devemos nos comportar. Um dos elementos mais consistentemente tratados pelas ciências comportamentais é que os seres humanos tendem a buscar conformidade em relação ao comportamento de seus grupos. As pessoas apreendem as normas sociais a partir da interação e da observação do comportamento dos outros. Tais normas, por sua vez, podem se desenvolver e se disseminar rapidamente. As intervenções comportamentais que utilizam normas sociais têm se mostrado efetivas para alterar o comportamento dos indivíduos. Frequentemente, elas se baseiam em apresentar de forma simples e direta uma comparação de seu comportamento ao de outras pessoas de seu grupo em uma situação semelhante. Quanto mais os sujeitos se sentirem identificados com os grupos com os quais seu desempenho é comparado, maior a chance de resultados robustos.

Um exemplo clássico de aplicação desse elemento comportamental baseia-se em alterações em faturas de energia realizadas pela empresa americana Opower, especializada em softwares para serviços públicos. A empresa passou a incluir nas faturas geradas um relatório que informa cada residência sobre seu uso mensal de energia e, em seguida, declara o uso médio mensal de propriedades de tamanho semelhante na vizinhança. Um estudo sobre essa iniciativa (Allcott, 2011) registrou uma redução média no consumo de energia em 2%. O pesquisador estimou que esse efeito é equivalente ao de um aumento de curto prazo no preço da eletricidade de 11% a 20%. Embora o efeito gerado pela intervenção tenha declinado ao longo do tempo, ele não desapareceu mesmo dois anos após sua introdução.

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Tendência pelo padrão

Considerada com frequência a mais potente das ferramentas comportamentais, a utilização da escolha-padrão (default) consiste em pré-definir a escolha por uma alternativa considerada preferível. Dada a propensão humana pela inércia (viés do status quo), a tendência é que a escolha-padrão seja mantida, mesmo que a opção por alterá-la esteja disponível de forma direta e possa ser escolhida sem dificuldade. O emprego de uma escolha-padrão pode se justificar tanto para ampliar o bem-estar das pessoas envolvidas – ao facilitar a opção pela escolha que elas considerariam a melhor – quanto para ampliar a sua autonomia – ao poupar sua capacidade de deliberação para decisões mais relevantes.

A mudança do padrão de escolha de opt-in (aderir) para opt-out (cancelar) é uma das histórias de sucesso mais evidentes no campo da economia comportamental. Com essa alteração de padrão, o poder de escolha do usuário é preservado, mas a escolha-padrão é aquela considerada mais adequada e, a ele, é facultada a possibilidade de rejeitá-la.

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Escassez

Uma área recente de pesquisa em ciências comportamentais refere-se à psicologia da escassez, que pode ser caracterizada como a sensação subjetiva de se ter mais necessidades do que recursos – sejam eles financeiros, de tempo, de atenção ou outros – suficientes para fazer frente a essas necessidades. A psicologia da escassez traz dois elementos contrapostos: o benefício do foco, decorrente da concentração na resolução do problema imediato em tela; e o imposto do tunelamento, que pagamos por desconsiderar alternativas mais promissoras que se colocam para além do foco estreito da resolução do problema. A escassez propicia a tomada de decisões em termos de trade-offs, ampliando a demanda de recursos cognitivos – o que reduz nossa largura de banda mental (bandwidth). Estudos apontam que pessoas submetidas a essa psicologia da escassez apresentam redução tanto da sua capacidade cognitiva (memória, raciocínio lógico, resolução de problemas) quanto do controle executivo (inibição de impulsos, planejamento, iniciar/inibir ações).

Por exemplo, a variação no nível de chuvas é um elemento central na vida das populações rurais mais pobres nos países em desenvolvimento. Pesquisas comportamentais recentes realizadas no nordeste brasileiro (Lichand; Mani, 2020) mostram que essas preocupações com a seca podem prejudicar a capacidade das pessoas de considerar os custos e benefícios de suas ações para o bem-estar a longo prazo. Essa carga cognitiva adicional (o chamado imposto do tunelamento) tem consequências materiais para as famílias, independentemente de a seca ocorrer ou não. Os autores mostraram que o declínio na capacidade cognitiva dos agricultores do grupo tratamento em função do imposto do tunelamento foi equivalente a rebaixar a escolaridade de alguém do nível médio para o nível fundamental. Também sugerem que as preocupações imediatas com a falta de chuvas levam os agricultores a demandar menos crédito para irrigação e menos seguro agrícola, o que os mantém vulneráveis ​​ao risco das variações climáticas.

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