Quem Somos

Muito prazer, somos o GNova

O GNova é o laboratório de inovação pioneiro do governo federal brasileiro. Nascemos em agosto de 2016 como resultado de uma parceria entre a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) e o governo da Dinamarca para a criação de um espaço voltado ao desenvolvimento de soluções com menos burocracia e mais eficiência para os serviços públicos. Localizados na Enap, trabalhamos desde então para transformar o modo como o Estado se relaciona com a sociedade, recolocando o foco nas pessoas e em suas necessidades.

Nossa visão é a inovação como prática sistêmica e transformadora no setor público. Nossa missão é desenvolver soluções inovadoras em projetos com instituições do governo federal para que o serviço público possa responder com mais eficiência às demandas dos cidadãos. Para isso, nos amparamos em valores como colaboração, proatividade, abertura ao risco, atuação em rede, simplificação, eficiência, empatia e foco no usuário, experimentação e geração de valor público.

As parcerias que o GNova desenvolve com órgãos da Administração Pública Federal são moduladas de acordo com a ser enfrentado. Geralmente, esses projetos são desenvolvidos em ciclos que envolvem: imersão nos problemas, ideação, prototipagem e teste de soluções. Ao longo desses ciclos, o laboratório utiliza metodologias ágeis e abordagens multidisciplinares inspiradas no design, nas ciências sociais e na economia comportamental. Todos os projetos geram capacidade inovadora nas equipes dos órgãos parceiros, que participam e aprendem fazendo ao longo do processo.


Os projetos práticos de experimentação desenvolvidos pelo GNova são complementados por ações que visam a fomentar o ecossistema de inovação brasileiro. Algumas dessas ações, como o GNPapo ou nosso programa de Bolsas de Pesquisa e de Inovação, buscam prospectar e antecipar tendências e tecnologias com potencial de aplicação em políticas públicas. Outras ainda visam à disseminação de boas práticas de inovação na Administração Pública brasileira, como é o caso da realização anual do Concurso Inovação no Setor Público. Confira nossos Eixos de Atuação para saber mais.


Por que um Laboratório de Inovação em Governo?

As transformações tecnológicas, econômicas e sociais contemporâneas têm exigido dos governos, mundo afora, respostas a novos desafios e demandas diversificadas da sociedade civil e do setor produtivo, incluindo pressões para que o Estado sirva à população de forma mais eficiente e efetiva.

Governos têm procurado reagir, investindo no desenvolvimento de capacidades institucionais para inovação, na criação de unidades de apoio à inovação e transformação digital, dentre outras medidas. Essa tendência decorre do reconhecimento da insuficiência das soluções que vinham sendo comumente utilizadas para resolver problemas complexos que afetam a vida dos cidadãos e elevam o custo de transação das interações do setor produtivo com as instituições governamentais.

Nesse contexto, várias agências internacionais têm se dedicado a pesquisar e incentivar a inovação no setor público. Segundo a OCDE, os governos deveriam assumir várias ações que envolvem desde o foco nas pessoas, uso de informações pensando na capacitação de servidores para gerar inovação, até o redesenho de regras e normas, de formas de colaboração institucional e de uma gestão de conhecimento efetiva que permita a geração e compartilhamento de ideias inovadoras. Para o BID, a inovação deveria estar no cerne da reinvenção do Estado moderno e da modernização da gestão pública, especialmente em tempos de austeridade fiscal e restrições orçamentárias. Há também a perspectiva do governo aberto e dos dados abertos que propõem que os governos disponibilizem seus dados e informações para a sociedade, o que incentivaria a inovação no setor público.

Dentre as unidades de apoio à inovação que têm sido criadas, destacam-se os laboratórios de inovação. Segundo o relatório do BID “Inovando para uma melhor gestão”, de 2016, os laboratórios de inovação em governo são espaços dinâmicos, onde promove-se a criatividade para o design de soluções para políticas públicas. Geralmente, são caracterizados pela multiplicidade de perfis dos seus membros e abordagem colaborativa dos problemas, atuando com atores governamentais, da sociedade civil e do setor privado para a geração de ideias que resultem em soluções práticas para os problemas públicos. Por vezes, para manter sua autonomia, são constituídos espaços em estruturas separadas do restante do setor público.

No setor público, errar tem um custo social elevado; o fracasso de um serviço pode afetar muitos ou impactar significativamente os gastos do Estado. Um dos mecanismos possíveis para minimizar este risco consiste em reduzir a escala inicial dessa testagem por meio de realização de experimentos e protótipos, permitindo que o impacto da implantação possa ser avaliado e aprimorado previamente à sua ampliação. É o que o GNova vem fazendo.

Laboratórios, como o GNova, se diferenciam de outras unidades de inovação pela utilização de realização de experimentos, pesquisas com usuários, desenvolvimento de protótipos e pela realização de testes de soluções e de propostas de políticas e serviços antes da implementação, o que possibilita gerar aprendizado rápido, descartar propostas ineficazes e fortalecer aquelas que apresentam maior impacto antes mesmo da execução.

A prototipação também é protagonista na comunicação sobre novas ideias, permitindo feedbacks mais rápidos e precisos. Também há mais chance de se ter eficácia em virtude da utilização de pesquisas inspiradas na etnografia, design e processos colaborativos que enfocam as soluções sob o ponto de vistas das necessidades e experiências dos usuários que utilizam o serviço. Portanto, as características que assumem os laboratórios – e as metodologias de inovação que eles utilizam – aumentam a probabilidade de se obter mais eficiência do gasto e maior efetividade nas soluções implementadas.